06.05.2019 - música com Martynha

Olá!

Bom... Esse post é para uma das aulas mais especiais que tivemos durante a disciplina de Arte: Conteúdos e Metodologias. Foi nosso oitavo encontro e tivemos como convidada a musicista Martynha Ferraz, que abrilhantou nossa aula. 



O objetivo dessa aula era que discutíssemos um pouco sobre como a música pode auxiliar no processo de ensino e aprendizagem de nossos alunos, além de desenvolver habilidades importantes nas crianças. E fizemos isso da melhor forma possível: fazendo música!

Martynha levou uma série de instrumentos. A cada explicação, ela propunha uma prática para que pudéssemos experimentar tal vivência, ainda na condição de alunos, mas sempre projetando as atividades à sala de aula dos anos com os quais já trabalhamos ou viremos a trabalhar. Todas as práticas foram muito divertidas e enriqueceram, de fato, nosso repertório quanto a esse assunto.


Lista de atividades dadas por Martynha; tampinhas utilizadas nas atividades.

Martyhnha nos mostrou como podemos repensar e reinventar brincadeiras incluindo a música, para que fiquem ainda mais estimulantes e interessantes para os alunos. E isso sem exigir de nós recursos muito avançados ou técnicas perfeitas. Várias das atividades das quais realizamos foram desenvolvidas com tampinhas de garrafa pet, por exemplo. 




A Martynha também ensinou várias atividades para desenvolver utilizando apenas a música como recurso, como cantigas, por exemplo. E ensinou algumas outras para que desenvolvamos com os alunos. Realizamos, inclusive, atividades na rua.



Ela entregou uma lista de todas as atividades que realizou com a gente. Foram várias dinâmicas, risadas, conversas e tudo isso contribui muito para a ampliação do nosso repertório. Vivenciamos o trabalho com as habilidades como percepção sonora, coordenação motora, memória e percebemos, de forma mais nítida, como essas atividades podem contribuir com o desenvolvimento de nossos alunos e auxiliar no processo de ensino e aprendizagem.

Para finalizar, deixo aqui uma foto minha e da Mariana, que é a melhor parceira que a faculdade poderia ter me dado e que torna as aulas mais leves e felizes :')

<3

Karla Reis.

29.04.2019 - nossa cidade, nossa história

Olá! Tudo bem?

Esse post é sobre o dia que nossa turma realizou uma visita didática para assistir ao teatro "Nossa cidade, nossa história". Foi a sétima aula da disciplina de Arte: Conteúdos e Metodologias.

O teatro apresentado foi desenvolvido por crianças da ONG Projeto Gente Legal - Ponto de Cultura (visite a página do Facebook deles clicando aqui), que busca trabalhar com seus alunos, de todas as idades, manifestações artísticas em conjunto à educação.

Essas crianças buscaram retratar a história da cidade de Bauru, pois foi um interesse em comum que despertou neles. Para isso, foi desenvolvido todo um projeto que envolveu pesquisa, entrevista, busca de informações para a construção de todo o enredo. Construíram coletivamente um caderno que reunia as informações coletas e informações sobre o teatro. Além disso, as crianças foram as responsáveis por todos os aspectos da parte artística, como figurino, cenário, falas, entre outros.

O resultado de todo esse trabalho desenvolvido pelo Projeto, mostrou a importância da criança protagonista de sua aprendizagem e o quanto isso faz a diferença. É essencial sentir-se parte de algo para se apropriar dele - e com a educação não seria diferente. Além disso, pode-se ver a arte como aliada do conhecimento, da expressão, da comunicação e da informação.

Infelizmente não pude estar presente nesse dia, mas seguem abaixo algumas fotos cedidas por colegas de sala que foram prestigiar essas crianças tão incríveis:
  








Karla Reis.

22.04.2019 - museu virtual

Olá! 

Bem, esse dia, contado como a sexta aula da disciplina de Arte: Conteúdos e Metodologias, não tivemos aula presencial, devido compromisso pessoal da professor. No entanto, houve uma atividade para equivaler ao dia letivo.

Foi proposto que visitássemos um museu virtual, ou seja, por essa mesma telinha que você está lendo esse post, além disso, devíamos escolher uma obra do museu e falar sobre ela, pensando em como trabalharíamos com tal material em sala de aula.  

O museu o qual escolhi foi o Museu de Imagens do Inconsciente (que você também pode visitar clicando aqui), pois seu conceito me chamou bastante atenção; E a obra escolhida foi “A estrela de oito pontas”, de Fernando Diniz.

Aqui abaixo segue um pouquinho de minha análise para quem quiser saber melhor como essa atividade foi desenvolvida: 

O MII, como é conhecido, foi criado por Nise da Silveira em 1946, no Centro Psiquiátrico Nacional, a partir da Seção de Terapêutica Ocupacional e se consolidou o Museu de Imagens do Inconsciente no ano de 1952. Seu acervo é atualizado constantemente e conta com mais de 350 mil obras, produzidas por frequentadores (inicialmente pacientes), tratando-se de um centro vivo de estudo e pesquisa sobre as imagens, com caráter interdisciplinar, justamente por tratar de experiências clínicas, conhecimentos teóricos de psicologia e psiquiatria, antropologia cultural, história, arte e educação. 

Os ateliês, inicialmente do Centro Psiquiátrico Pedro II, nos quais eram realizadas as seções de terapias, os pacientes desenvolviam trabalhos manuais e atividades artísticas tais como a música, as pinturas, modelagens e até mesmo teatros. A partir disso, a Dra. Nise criou, dentro do hospital, o Museu de Imagens do Inconsciente, reconhecido mundialmente hoje.

A partir disso, a obra escolhida foi “A estrela de oito pontas”. Seu autor, Fernando Diniz, foi paciente da clínica e contribuiu com uma estimativa de 30 mil obras, entre telas, desenhos, tapetes e modelagens. Em parceria com o cineasta Marcos Magalhães, criou a obra citada e, mediante exposições, ficou reconhecido internacionalmente. Fernando gostava muito de criar um conjunto de figuras geométricas, geralmente resultando em mandalas coloridas; Dizia que para ele, a mandala era uma porção de coisas e que cada uma é diferente da outra.

Diante de análises que foram realizadas a partir das obras de Fernando, é possível concluir que a pintura servia para ele como um meio de defesa quando estava em grandes conflitos de pensamentos e emoções, devido à sua condição psicológica. Logo, a geometria era utilizada como oposição ao caos.

Uma sequência didática contextualizada à margem dos saberes sobre o Museu de Imagens do Inconsciente, poderia proporcionar aos alunos experiências de criação a partir da experimentação de diversas sensações. É importante que o sujeito, desde de criança, saiba como canalizar suas emoções, ciente de que sempre há uma forma de buscar um equilíbrio adequado e que as mais diversas formas artísticas são ferramentas para serem utilizadas a seu favor. A educação, por sua vez, é muitas vezes o único meio pelo qual alguns alunos têm contato com essas possibilidades; logo, é fundamental que arte e educação sejam aliadas no processo de construção de um sujeito íntegro.

Karla Reis.

15.04.2019 - refletindo e representando

Olá! 

Fico feliz que tenha chegado aqui. 

Esse post é sobre a quinta da disciplina de Arte: Conteúdos e Metologias. Particularmente, essa aula foi uma das que mais gostei, devido a interação que se criou em sala de aula. Foi tudo muito dinâmico e natural e a fluidez das atividades foi bem inspiradora. 

Inicialmente, a professora Patrícia pediu para que falássemos palavras que remetessem a algumas coisas. Alguns dos temas foram a faculdade, como imaginamos nossa vida daqui a alguns anos e como nos sentimos em relação a nosso atual momento da graduação. Uma série de palavras - desde luta até preguiça, passando por exaustão e conquista - foram elencadas e foram sendo anotadas na lousa pela professora. 

Ficamos com o quadro da seguinte maneira: 



Aliada a essa atividade, a seguinte proposta foi para que representássemos essas palavras em ações, ou melhor, em expressões corporais: estátuas e teatro, individual e coletivamente. Para isso, a turma foi separa em dois grupos e representações bem criativas surgiram. Aqui estão algumas delas:

Mazóca e eu representando a faculdade (sad but true!).

Fer, Camila, Nat, eu e Letícia representando como nos vemos ao fim da faculdade.

Leo, Julia Amábile, Samara e Bia.

Grupo representando como se sentem em relação ao atual semestre.

Depois, a proposta foi um pouco alterada. Tivemos que nos reagrupar e pensarmos em uma única pose, do grupo, que representasse a visão do professor pela sociedade. Os resultados geraram visões bem reais e geraram alguns diálogos construtivos. Seguem fotos de algumas criações: 

O professor, ao centro, feito de marionete e sugado
pela sociedade.

O professor, ao fundo, pequeno e distante, sem protagonismo.

Professor, ao centro, sendo cobrado e massacrado por
outras esferas sociais.

Professor, encolhido, sente-se pressionado por toda cobrança,
responsabilidade e sombras que o atormentam.

Em seguida, nos reagrupamos novamente para demonstrar, através de teatros simples, alguma história de livre escolha, para que pudéssemos vivenciar a arte da dramatização. As criações foram bem divertidas: 

Grupo que representou o dia-a-dia do universitário que
depende do ônibus circular.

Grupo que utilizou de memes conhecidos para fazer uma
brincadeira com a graduação.

Este grupo representou quatro tipos diferentes
de professor.

Para finalizar a aula e sintetizar toda a prática que havíamos feito, a professora distribui o texto "Teatro e Escola: funções, importâncias e práticas", elaborado por Juliana Lourenço Miranda, Robson Cândido, Elias Rômulo Mendes Faria, Valquíria Lazara da Silva e Wanély Aires de Sousa Felício. 


Realizamos a leitura do texto sentados em roda, de forma bem próxima e dinâmica. Discutimos sobre a importância do teatro dentro da escola, como instrumento de libertação, criatividade, comunicação, literatura e entre os aspectos que abrange enquanto uma arte híbrida, que transcende e relaciona diferentes expressões artísticas. 

Karla Reis.

01.04.2019 - a caixa mágica

Olá! Tudo bem?

Bom, acredito que se você veio parar aqui, pode ser porque tenha ficado curioso com a caixa mágica... Essa ideia veio de uma proposta da professora Patrícia desde a primeira aula e conduziu a prática que descreverei nesse post, referente à quarta aula da disciplina de Arte: Conteúdos e Metodologias

A caixa mágica sugere uma ideia simples: juntar, em uma caixinha qualquer, todo tipo de material que você julgar interessante. Inicialmente, não sabíamos o que esses materiais se tornariam, mas passamos as três primeiras semanas de aulas juntando, cada uma na sua caixinha, materiais dos mais diversos.

Pois bem. Essa aula foi bem dinâmica. A orientação da professora foi para que expressássemos, utilizando os materiais da nossa caixa mágica, algo que julgamos ser importante para nós. Dentro das possibilidades, poderíamos buscar inspiração em outros lugares externos à sala de aula, além de podemos buscar outros materiais também. Podíamos desenhar, criar esculturas, fazer montagens, projeções ou qualquer outra manifestação que pudesse expressar nossa ideia.

Surgiram manifestações artísticas bem bonitas que, conforme expostas por seus autores, provocaram reflexões, debates e admiração de um para com o outro. Isso, com certeza, é algo que engradece e fortalece as relações pessoais e trata-se de uma atividade que pode facilmente ser transferida para nossos futuros alunos. 

Seguem fotos de como foi esse dia:

Momento de produção das artes =)

Ívia contando um pouquinho da sua escultura, que tinha até vela acesa.

Aqui, a escultura da Ívia, mais de pertinho.

Outras obras expostas <3

Mais das obras expostas. Esculturas, desenhos, "costuras"...

Nossa turma ouvindo um pouquinho da apresentação da Samara.

A minha obra foi um desenho. Desde pequena gosto muito de desenhar, por isso utilizei desse recurso para me expressar. Depois de pensar bastante, resolvi representar o que ainda é muito importante para mim diante do momento que venho passando: é importante saber continuar. Desenhei o ponto e vírgula, que é o símbolo da luta contra a depressão, imerso - mas não completamente - dentro de linhas tortas e bagunçadas que representam desordem, bagunça, imprevisto, descontrole. Dessa forma, quis mostrar que, para mim, é importante parar, respirar e continuar, ainda que em meio ao caos. Porque sempre há uma maneira de seguir em frente.

Seguem fotos: 


Continue. Sempre.

Além disso, essa aula também foi utilizada para instruções dos seminários que seriam realizados em aulas seguintes, que você pode conferir como foram clicando nos links da postagem inicial. :)

Karla Reis.

25.03.2019 - buscando novos espaços

Olá! Que bom que você chegou aqui!

Esse post se dedica a contar um pouco de como foi a terceira aula da disciplina de Arte: Conteúdos e Metodologias. Nesta aula, trabalhamos com reflexões acerca da síntese do texto "Professor - escavador de sentido", das acadêmicas Andréia Magalhães, Damerli Rabelo, Nayane Mertens, Olívia C. Araújo e Vanessa Tomigawa. 

O texto vem explicar que toda Arte é um texto e, como todo texto, possui intenções. Desta forma, trata-se de uma linguagem que materializa os sentimentos humanos, combinando experiências, informações, leituras e imaginações. Para ilustrar o conteúdo do texto, a professora nos apresentou o vídeo "Sapatos Magnéticos", de Francis Alÿs (que você pode ver clicando aqui), o qual podemos abstrair o que seria uma metáfora diante do trabalho do professor: um profissional que capta aquilo que os alunos trazem como bagagem consigo para dentro da sala de aula e que utiliza disso para proporcionar conhecimento ao longo de toda caminhada.

A grande questão que movimentou essa aula foi: como podemos oferecer sentido ao que parece não fazer/ter sentido? 

Diante disso, a atividade proposta pela professora Patrícia permitiu com que nos colocássemos na condição de busca por atribuir sentido ao que talvez nunca tínhamos reparado dentro do espaço da Universidade, o qual faz parte da nossa vida desde o início da graduação.

Sendo assim, saímos em duplas ou grupos pelo campus da Unesp Bauru, buscando detalhes para fotografar e posteriormente apresentar para a sala. Isso tirou de nós mesmos perguntas que pudessem conduzir nossos colegas às nossas percepções das imagens captadas.

Foi um dia de muita inspiração e criatividade. Seguem abaixo algumas imagens que Mariana e eu captamos durante nossa volta e que nos proporcionaram um grande compartilhamento de ideias e percepções: 

Foto que Mariana e eu tiramos e utilizamos na exposição da nossa ideia.
A foto acima foi utilizada em nosso trabalho. Encontramos essas carinhas tristes desenhadas em vários locais do campus e fizemos uma reflexão diante do que isso poderia significar. Sendo assim, abordamos com nossos colegas a questão da presença de três dessas carinhas no mesmo espaço da foto e levamos a ideia de que a arte serve também como refúgio, expressão, denúncia.


Caixa de força elétrica com várias manifestações.

Quadro exposto no campus, para livre acesso.

Manifestação presente no banheiro unissex da universidade.
Marielle vive!

Adesivo feito à mão, colado no banheiro da FAAC - Unesp Bauru.
"Não se acostume com o que te machuca."

Releitura em relevo dos Beatles (minha banda favorita!).

Dentro do cenário político ao qual nosso país atravessa nos últimos meses, manifestações políticas estão presentes em diversos cantos do campus. Afinal, a Universidade pública busca resistir, dia-a-dia, ao projeto de desmonte da educação. Somos, como um todo, contra qualquer tipo de descriminação, violência, preconceito e tudo que pode pormenorizar os direitos humanos. Assim sendo, sobre o presidente da República, só temos algo a mostrar:

Mariana, a amiga sensata que todo mundo deveria ter.

A Arte é a manifestação mais sincera da expressão humana. Valorizem-na! :)

Karla Reis.

18.03.2019 - exercitando a imaginação

Olá!

Que bom que você chegou até aqui. Imagino que deva ter algum interesse sobre maneiras de exercitar nossa imaginação. Afinal, é muito importante que nossa capacidade de criação e de expressão nunca deixe de ser trabalhada.

Bom, esse post é sobre a segunda aula da disciplina de Arte: Conteúdos e Metodologias, e foi exatamente isso que a professora Patrícia propôs que fizéssemos durante a aula: através de uma nova técnica apresentada por ela, utilizamos de papéis e recortes para criamos e recriarmos objetos, pensando em possíveis utilidades para eles.

Para inspirar e fundamentar teoricamente nossa prática, trabalhamos a leitura coletiva do texto "Arte só na aula de Arte?", de Mirian Celeste Ferreira Dias Martins. Conforme a leitura se desenvolvia, fomos entrando em discussões acerca do tema trazido pelo texto. A autora propõe uma trajetória que nos faz refletir sobre o conceito de arte, buscando nos tirar da zona de conforto; Quebrar com a ideia de que a arte é expressão da beleza. Afinal, a arte nos cerca em diversos aspectos e pode representar as mais variadas sensações, sentimentos e percepções. Além disso, devemos sempre considerar que a Arte está além do que se vê e todas as representações e manifestações artísticas podem desbravar um imenso caminho de interpretações e conclusões - à arte de cada um.

A professora também conduziu nossas discussões de forma que refletíssemos como nós, como futuros professores, podemos realizar a mediação cultural com nossos alunos, para que eles sejam capazes de refletirem diante de obras artísticas. Ademais, como podemos nos colocar na posição de professor-propositor, que propõe, estimula e incentiva, através de infinitas possibilidades, um novo olhar da criança sobre a Arte, direcionando-os para uma educação estética compartilhada, múltipla, que une ideias e percepções e não se engessa no tradicional.
"A mediação cultural pode ser o espaço da conversação, da troca, do olhar estendido pelo olhar de outros que não elimina o do sujeito leitor, seja ele quem for... Sem intercessores, talvez nosso olhar poderia ficar amarrado à beleza da arte na reprodução da realidade, como se ela isso almejasse. [...] O convite da mediação não é a adivinhação ou a explicação, mas a decifração, a leitura compartilhada, ampliada por múltiplos pontos de vista." (MARTINS, 2011, p. 315)
Considerando toda a discussão e as reflexões realizadas a partir da leitura, a atividade proposta nos permitiu refletir diante de como podemos ampliar o repertório e estimular  em nossos alunos a capacidade de criação e de busca por novos olhares, através de recursos básicos e infinitas possibilidades de leitura do mundo artístico. Desta forma, eles podem explorar e externalizar suas ideias. Conseguir concretizar uma ideia é algo muito importante para a formação de alunos como sujeitos (cri)ativos!

Abaixo seguem algumas fotos de como foi essa aula: 

Nossa mesa no início do trabalho.

Mariana utilizando nossa criação espontânea.

Desfile realizado para mostrar as ideias desenvolvidas.

Júlia, Maysa e Bianca com a escultura produzida por elas em conjunto.

Julia posando ao lado da sua criação <3

O trabalho desenvolvido nessa aula nos permitiu interagir com nossos colegas de sala. A livre escolha de podermos realizar a atividade proposta individual ou coletivamente, trabalhou com as relações pessoais presentes na sala de aula (o que é de suma importância em todos os ambientes).

Além disso, a livre escolha do espaço, no qual pudemos explorar ambientes externos, evidenciou um tema que é tão debatido em nosso curso: a utilização de diversos espaços como recurso favorável ao processo de ensino e aprendizagem.

Logo, sair da rotina de aulas teóricas e expositivas criou um ambiente de muita interação e criação de nossos laços. :) 

Karla Reis.

11.03.2019 - descobrindo novos ares

Olá! 

Bom, se você chegou aqui, é porque deve ter algum interesse sobre novos ares. É muito importante que tenhamos sempre espaço para nos deixarmos descobrir coisas novas, que tragam inspiração e movimento para nossas vidas. 

Foi isso que a aula de Arte: Conteúdos e Metodologias, no curso de Pedagogia da Unesp de Bauru, propiciou. Esse post é sobre o nosso primeiro contato com a disciplina, que acolheu nossas ideias iniciais e já deixou um gostinho de traria muita informação e experiência através da arte.

A professora Patrícia, no primeiro contato com a turma, estimulou reflexões que nos levasse a pensar a importância da Arte na escola, refletindo acerca do nosso próprio passado escolar e em como as manifestações artísticas estiveram presentes nele. Bom, a maioria das conclusões foi consensual: o ensino de arte se dera de forma tradicional, descontextualizada e sem pretensões de ampliar o repertório dos alunos. 

A partir dessas conclusões, pensamos em expectativas para a disciplina, de forma que esta pudesse contribuir com nossa formação como futuros professores que ministrarão conteúdos de Arte. 

Depois disso, para encerrar e complementar nossa primeira aula, fomos até os ateliês de Arte da Unesp, nos aproximando e conhecendo espaços até então desconhecidos pela maioria de nós. Abaixo, seguem fotos de como foi essa visitinha: 

Corredor do ateliê do curso de Arte :')



A imagem ao lado mostra o corredor do ateliê, que pertence ao curso de Artes Visuais da Unesp Bauru. Podemos notar que, já no primeiro contato, o lugar se mostra inspirador: contém exposições de vários trabalhados realizados pelos alunos de Arte. 

Esses trabalhos possuem, direta ou indiretamente, alguma carga ideológica e provocam seus admiradores a pensar e refletir diante de suas próprias subjetividades.

É um lugar de muita inspiração e cheio de vida!






Escultura exposta no ateliê.



Essa foto é de uma das esculturas expostas no ateliê que mais me chamou atenção. A escultura à esquerda da foto, traz a representação de uma figura toda deformada, como se fosse a representação de um ser humano destruído ou consumido por algum vício. Quer dizer, essa foi minha interpretação, visto que a escultura à direita representou, para mim, um órgão - o que me pareceu um coração - consumido e podre pelo vício em cigarro. Não é muito visível na foto, mas a escultura possui várias bitucas "enterradas", no que talvez possa ser a representação de como o vício em cigarro consome o ser humano. 








Vou deixar aqui outras fotos que demonstram como foi nossa visita aos ateliês: 

Esculturas de materiais como argila, por exemplo.
Maysa (<3) interagindo com os equipamentos do
ateliê de costura.




Esse equipamentos são utilizados pelos alunos no
aprendizado de pontos de costura e tecimento.

Essas esculturas, na maioria de argila, estavam nas
prateleiras para secagem.
 
  Maysa, de novo, em uma das exposições do
corredor, que trazia imagem de artistas e
releituras de obras famosas.
 

Esses manequins também faziam parte da exposição
dos ateliês e foram construções dos próprios alunos.








E, para finalizar, deixo aqui essa foto, que traz um pouquinho da ideia que buscamos (re)construir ao longo da disciplina.

De fato, é importante pensarmos a Arte como formas de expressão, manifestação, socialização e tudo que pode nos remeter à valorização do ser humano como sujeito presente e ativo no mundo. Sujeito este que é munido de ideias e ideologias, que se reconstrói, se reconhece e se redescobre a cada dia e que, através da arte, se manifesta como ser vivo.







Karla Reis.