Olá!
Bem, esse dia, contado como a sexta aula da disciplina de Arte: Conteúdos e Metodologias, não tivemos aula presencial, devido compromisso pessoal da professor. No entanto, houve uma atividade para equivaler ao dia letivo.
Foi proposto que visitássemos um museu virtual, ou seja, por essa mesma telinha que você está lendo esse post, além disso, devíamos escolher uma obra do museu e falar sobre ela, pensando em como trabalharíamos com tal material em sala de aula.
O museu o qual escolhi foi o Museu de Imagens do Inconsciente (que você também pode visitar clicando aqui), pois seu conceito me chamou bastante atenção; E a obra escolhida foi “A
estrela de oito pontas”, de Fernando Diniz.
Aqui abaixo segue um pouquinho de minha análise para quem quiser saber melhor como essa atividade foi desenvolvida:
O MII, como é conhecido, foi criado por Nise da Silveira em
1946, no Centro Psiquiátrico Nacional, a partir da Seção de Terapêutica
Ocupacional e se consolidou o Museu de Imagens do Inconsciente no ano de 1952.
Seu acervo é atualizado constantemente e conta com mais de 350 mil obras,
produzidas por frequentadores (inicialmente pacientes), tratando-se de um
centro vivo de estudo e pesquisa sobre as imagens, com caráter interdisciplinar,
justamente por tratar de experiências clínicas, conhecimentos teóricos de
psicologia e psiquiatria, antropologia cultural, história, arte e educação.
Os ateliês, inicialmente do Centro Psiquiátrico Pedro II,
nos quais eram realizadas as seções de terapias, os pacientes desenvolviam
trabalhos manuais e atividades artísticas tais como a música, as pinturas,
modelagens e até mesmo teatros. A partir disso, a Dra. Nise criou, dentro do
hospital, o Museu de Imagens do Inconsciente, reconhecido mundialmente hoje.
A partir disso, a obra escolhida foi “A estrela de oito
pontas”. Seu autor, Fernando Diniz, foi paciente da clínica e contribuiu com
uma estimativa de 30 mil obras, entre telas, desenhos, tapetes e modelagens. Em
parceria com o cineasta Marcos Magalhães, criou a obra citada e, mediante
exposições, ficou reconhecido internacionalmente. Fernando gostava muito de
criar um conjunto de figuras geométricas, geralmente resultando em mandalas
coloridas; Dizia que para ele, a mandala era uma porção de coisas e que cada
uma é diferente da outra.
Diante de análises que foram realizadas a partir das obras
de Fernando, é possível concluir que a pintura servia para ele como um meio de
defesa quando estava em grandes conflitos de pensamentos e emoções, devido à sua
condição psicológica. Logo, a geometria era utilizada como oposição ao caos.
Uma
sequência didática contextualizada à margem dos saberes sobre o Museu de
Imagens do Inconsciente, poderia proporcionar aos alunos experiências de
criação a partir da experimentação de diversas sensações. É importante que o
sujeito, desde de criança, saiba como canalizar suas emoções, ciente de que
sempre há uma forma de buscar um equilíbrio adequado e que as mais diversas
formas artísticas são ferramentas para serem utilizadas a seu favor. A
educação, por sua vez, é muitas vezes o único meio pelo qual alguns alunos têm
contato com essas possibilidades; logo, é fundamental que arte e educação sejam
aliadas no processo de construção de um sujeito íntegro.
Karla Reis.
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